Menina Demônio

Nota da autora: Bom dia, fiz uma continuação para o conto Anette. Espero que gostem.

Corri para a sala onde meu pai estava dando aula, com Anette desacordada em meus braços. Bati com força na porta, ele abriu. Coloquei a minha amada no chão. Não contei nada do que se passara. Falei para que chamasse uma ambulância, ou coisa do tipo. Meu pai mediu o pulso dela, disse que estava normal, não seria necessário uma ambulância. Só colocá-la em um dos quartos da escola.

Ele levou-a até um desses quartos, havia uma cama e uma cadeira de ferro apenas. A decoração era toda em branco, parecia até quarto de hospital. Meu pai voltou à sua sala. E eu fiquei com Anette.

Acariciava seu rostinho de bebê e seus cachos dourados. Sua pele estava mais quente, porém ainda cadavérica. Sua palidez me empressionava. Dei um selinho em sua boca, ela abriu os olhos, eu corei.

Fez com que a porta se fechasse delicadamente. Mandou eu sentar junto em sua cama. Ela me abraçou, e chorou, como de costume.

- E agora? – sussurrava ela me meu ouvido.

- Vai ficar tudo bem. Feche seu olhos, não chore. Você é tão linda, minha linda.

- Você promete?

- Me beija.

Ela colou os seus lábios ao meus, ainda tinha aquele sabor demoníaco. Além de unhadas fortes na minhas costas já machucada. Ela me deitou na cama e subiu em cima de mim.

- Agora eu só quero você.

Ela me induz ao pecado. Seus olhos vermelhos e demoníacos de hipnotizam, senti suas garras pelo meu corpo, as dentadas que até sangravam. Ela é um amor de demônio. Me parecia muito mais sexy agora. Seus chifres brotavam de sua testa, quando a porta se abriu. Era meu pai.

Ele viu Anette como um demônio. Ela desfaleceu,  pôs em meus braços a chorar. Meu pai gritava comigo, havia ido à nossa sala e visto o necrotério. Não sabia o que dizer. Ele insultava a minha Anette com os palavrões mais sujos e repugnantes. Pedi piedade, pedia para que se acalma-se.

Ele sentou-se na pequena cadeira de ferro branca. Ficou nos observando. Ela não parava de chorar. E cada vez me apertava mais e mais me sufocando. Eu era a única coisa que podia confortá-la. Meu pai viu o desespero da menina, passou a mão por seus cabelos e disse que iria ficar tudo bem, afinal ele sabia o sofrimento da garota, porém ele teria que relatar as mortes à um oficial de justiça.

Era tarde. Meu pai fez um jantar para nós, só eu comi, Anette ainda estava enjoada por todo sangue que bebera mais cedo. Dormimos na escola mesmo. Eu no mesmo quarto de Anette, meu demônio, minha tentação. Acho que ela queria mais abusar de mim do que eu dela. Mas acabamos adormecendo cedo.

A polícia chegou cedo no dia seguinte e investigou o local, eu e Anette éramos as únicas testemunhas. A sala, lacrada pelos guardas ainda envolta com os poucos cadáveres em decomposição completos, a maior parte eram de miolos, sangue, tripas, pintando as brancas paredes de vermelho.

Anette estava enjoada por ver tanta gente morta. Ela começou a chorar. Eu abracei-a. O oficial nos chamou. Perguntou o que havia ocorrido naquele local.

- A porta emperrou, ficamos presos por quase um dia inteiro, sem água sem comida. As crianças começaram a desesperar já que a diretora botava terror. Ela dizia que só sairíamos de lá mortos. Foi o que ocorreu, as pessoas começaram a suicidar-se e as outras crianças comeram a carne delas e bebiam sangue para sobreviver. Depois que se tocaram do traumático necrotério no qual estávamos, umas matavam as outras. Eu e o Gabriel nos escondemos no armário. Para que ninguém nos matasse. Depois de todas as mortes, nós saímos do armário e ficamos forçando a porta. Ela abriu. Eu desmaiei. – disse Anette.

- Foram tristes suicídios. – completei.

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